quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Música no cu da São

Olhó gajo…

“Música no cu da São?! Mas vais escrever algum musical?” Não, mas já estive mais longe… Hoje em dia, e em tempos, as musicas portuguesas, ou melhor, algumas delas, possuem uma mensagem subliminar um tanto ou quanto sugestiva. Mais à frente darei dois exemplos desses mesmos casos, uma mais flagrante outra menos, e cada uma com o seu público alvo bem definido, mas ambas as musicas nos levam a pegar numa caçadeira de canos cerrados e pregar dois ricos balázios nos compositores…

Primeiro caso. Uma música com enorme sucesso no nosso país nos últimos anos, cujo compositor e interprete se dá pelo nome de André Sardet. A música chama-se “Feitiço” e no meu entender, o compositor, no momento em que escreveu esta melodia estava sobre o efeito de estupefacientes em doses astronómicas… “Porquê Jota?”. Analisemos simplesmente o refrão:

“Eu não sei o que me aconteceu,
Foi feitiço, o que é que me deu?
Para gostar tanto assim de alguém,
Como tu…”

Agora a minha versão que, vamos lá a ver, traduz esta mensagem mascarada:

“Eu não sei o que é que se passou aqui,
Foi da cachaça ou do vodka que bebi?
Para comer uma gaja feia que um bacano ainda agora trincou
Mas que se lixe, foi o melhor que se arranjou…”

Não me venham cá com histórias…

Segundo e último caso. Todos vocês se lembram na juventude cantarem músicas didácticas, tipo: “Atirei o pau ao gato”, “Come a papa Joana come a papa”, etc.… Mas algum dos leitores se lembra da famosa: “Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu”? Claro que todos se lembram, e porquê? Porque é uma música que deixa uma bonita mensagem na cabeça das crianças.
Analisemos a situação:

“Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu,
Indo eu, indo eu, a caminho de Viseu”

(portanto, a moça deslocava-se para Viseu, mas pelo caminho pára na estação de serviço de Leiria e o que é que sucede?)

“Encontrei o meu amor,
Ai Jesus que lá vou eu!”

(Lá vais tu? Para onde? Queres ver que é mesmo o amor da vida dela e vão fugir sem destino num cavalo branco?)

“Ora zus trus trus,Ora zas tras tras,
Ora zus trus trus,Ora zas tras tras”

(Mauu.. Vamos prosseguir, não vale a pena julgar já a miúda)

“Ora chega chega chega,
Ora arreda lá por trás”

(Ensinaram-vos isto na escola, ensinaram-vos que a caminho de Viseu uma rapariga encontrou um gajo que lhe deu a volta à cabeça, levou-a para o Pinhal de Leiria e depois o resto fica ao vosso critério…)

Foi mais um momento infeliz, mas ao mesmo tempo um momento de alerta para um dia que tenham os vossos rebentos não permitirem que lhes ensinem este tipo de coisas aos 4 ou 5 anos.

Beijinhos e abraços.

I’ll be back.

2 Palmadinhas:

Raqs disse...

nunca tinha pensado nisto nesta perspectiva mas tens razão :)

Ann disse...

Oh jesus. xD que lá vou eu.
Jota, por amor de deus continua a escrever. é uma boa maneira de começar o meu dia. xD LINDO

 
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